O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais… mas, pensa só…. tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem. 2011 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal. 2012 não vai ser diferente.
Arquivo do mês: dezembro 2011
EM 2012 JUSSARA SAIRÁ DA LUA!

A HISTÓRICA VIAGEM DO CAPITÃO PICKLES COMEÇA …
APÓS UMA LONGA CONVERSA
COM A DRA SPIKA NA PONTE
EDIÇÃO ESPECIAL DE ANO NOVO COM DEZ RELATÓRIOS
E A SONHADA DECOLAGEM DE JUSSARA!
FELIZ NATAL PARA TODOS

FELIZ OLHAR NOVO
“O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…, mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim… Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular… ou… Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!”
Carlos Drummond de Andrade
Jussara e a viagem do Capitão Pickles 04
Diário de Bordo 016
Data Galáctica 467
Capitão James Pickles
Depois de 120 horas de Máim Cuéste e Saidi Cuéstes o tal Héracles me trouxe um mapa em couro de dragão com um desenho horrível da nave. Ele me disse que foi difícil queimar o couro, quanto mais conseguir o artefato. Como não gostam de nada fácil (poderiam ter me entregado numa folha de papel) tiveram que gastar mais 30 horas pra matar o bicho. Nem perguntei onde e como, seria complexo de mais para minha cabeça. Mas agora eu estava me sentindo o verdadeiro capitão da Jussara. Estava sabendo onde era cada coisa, até mesmo a tal da ponte onde eu devo ficar no meu trono tipo o do Rei Arturo, aquele da espada Escaliburi que estava atolada numa pedra com muito cimento ou cola. Muita sacanagem por parte do filho da puta que enfiou ela lá. Porra, não quer mais ser rei tudo bem. Agora fazer esta pegadinha com os outros, puta merda. Assim descobri que a função dos jogadores é me auxi… ausi… me ajudar nos mapas e na exploração da missão. Os arquitetos estão lá para construir e expandir nosso horizonte. Os mineiros para explorar novas riquezas minerais e o judocas… puta merda.
Diário de Bordo 017
Data Galáctica 467
Capitão James Pickles
Ainda não sei do que sofre a tripulação, mas a Dra Spika ainda estava com muito trabalho na mãos. Procurei o líder dos judocas e lasquei uma pergunta a queima fumo. Porra cara, qual a função de vocês nesta viagem?
Lorivaldo (puta merda) líder dos judocas me explicou que eles são meus Guardi Bódies (puta merda) e que não vão desgrudar de mim durante as missões (puta merda 2x). Segundo Lorivaldo, existe um grande risco de fazerem um espeice búlis comigo. Não sei do que se trata, mas, parece algo ruim. Na boa, eles são meus guardas, meus bruxos, meus xirús e algo assim. Na manga do quimono amarelo está escrito: Cusco Macabros. Tirei um cherókis da manga e levei para Héracles. Com um ar de mistério ele me contou que este logo significa em língua gaudência, os cãos do diabo.
Disto tudo, entendi que eles serão minha escolta particular, que irão me proteger deste tal de búlis (provavelmente alguma coisa tócsica no café do espaço). Com o mapa da nave e sabendo melhor pra que serve este monte de bolas na nave, fui até a Miranda. Está pérola da lua é uma cafeteira de mão cheia. O segredo de tudo está na meia que ela usa no búlis de ferro do pai dela. As.. Aço… junto a isto tudo, ainda se tem o panspérmico bolo de chuva com sabor de carvão, uhhhhhh. Ainda estava com açúcar no meu bigode divino e arrasador de meninas, quando começaram a chegar caminhões e mais caminhões de coisas. Alguém gritou algo como estúfe trúques, mas não sei se foi bem isto. Máquinas de café, uísque, vinho e churros de quatro sabores estavam em uma das cargas. A isso somou-se 30 porcos, 260 galinhas de postura, 400 frangos pra carne, 700 cabeças de gado sendo 120 pra leite, 40 micro hortas e mais 120 homens chamados de fármers (sei lá). Incrível é que eles pediram minha benção para entrar e após meu sim, eles sabiam como abrir tudo e onde colocar todo o material. Caras, isto me lembrou aquele fácula antiga medieval do Noel e a Arca. Se lembram?
Diário de Bordo 018
Data Galáctica 467
Capitão James Pickles
A Jussara é um labirinto do mal, me perdi 23 vezes em 5 minutos. Por isso a partir de agora sempre ando com Héracles como companhia. Temos a Farm Zone onde os Fármers se alojaram e montaram as fazendas. Torço para que não aja nenhum EOST infiltrado. Para tal, pedi a Lorivaldo para destacar 03 homens para ficarem de olho nesta zona. Depois temos a Peixoto Zone, uma simulação de bairro boemico com 03 bares com tudo que um homem pode sonhar: mais de 34 tipos de tragos diferentes, com máquinas e pérolas feitas na hora. Além disto, a melhor culinária de Viamão, Porto Alegre, Bahia, Minas Gerais e Itália reunidas em um só lugar.
Também conheci a Rélper Zone, onde a Dra Spika já estava instalada com uma fila de espera de 40 homens. Puta merda. Além da Spika há um grupo de 20 médicos, mas todos estão querendo somente a Spika. Será apenas porque ela é mulher? Desconfio que exista um plano para testar a Dra só por ser mulher, bando de machistas nazistas. Depois conheci a Tatami Zone onde ficam os judocas treinando e monitorando meus passos (eles colocaram um tal de xípis no meu querpe do Yamato para isto). Subindo para os fundos da nave temos a Niemaier Zone (acho que se escreve assim) onde ficam os arquitetos com suas maquetes da nave, de planetas, de condomínios espaciais e de bonecas infláveis da Monique Evans voando por todo o lado (puta merda). A maior festa está na Vesúvio Zone, lar doce lar dos Mineradores/Mineiros que estavam brindando a moda clássica (copos cheios de sadol quente) por seu novo lar pelos próximos… bem, estavam brindando. Finalmente passei pelo dois últimos lugares: Avengers Zone e Dâ Brídege. A primeira era o tão sonhado castelo do vingador que tive que comprar em 30x sem juros pelas Americanas.com entupido de coisas exóticas como galinhas de moicano coloridas, cartas invocativas, portais, chaves, baús e outros cacarecos. Todos saboreavam o tal idromél que pedi aos cozinheiros que fizessem. As peças de ouro estavam espalhadas pelo chão como um tapete, sendo que 50 delas foram feitas pelos homens de Xerxes. Então finalmente a ponte.
Diário de Bordo 019
Data Galáctica 467
Capitão James Pickles
Minha ponte, uma sala redonda com um vidrão pra ver a paisagem e mais 10 bancos de madeira (aqueles de bolicho) e meu trono do Rei Arturo com suporte para as mãos. Na esquerda o cinzeiro e a charuteira, na da direita o porta copos e um mini frigobar com capacidade para duas geladas. Para meu conforto, um sofisticado sistema de tubos podem ser acoplados nas garrafas para que tome de canudinho sem precisar segurar a garrafa em plena missão. Um dos arquitetos me explicou como funciona. Por trás da cadeira existe uma complexa rede de dutos de plástico transparente presos com duréques que sobem até o entalhe de corvo do encosto e descem até a altura de minha boca. Existem dois pedais para bombear ar fresco em meu rosto e uma TV de 7” Brock Sonic à cores que pode ser erguida pelo lado esquerdo do trono. Héracles me levou até uma zona secreta: a casa de máquinas. Fiquei impressionado como o lugar era grande. Vários mineiros estavam lá e começavam a trazer carvão de caminhões que não paravam de chegar. Tudo parece estar sendo preparado para ser colocado numa caldeira gigante ao fundo. Não sei para que ser tudo isto, mas lembra muito o filme Titanic e o filme Maverick do Mél Gíbson, o mesmo do Médi Méx e Máquina Morífera. Ao voltar ví uma sala com porta azul e decidi entrar. Ao entrar, todos jogaram tudo que estava na mesa no lixo e acenderam cigarros de menta e canela. Não entendi o fato e perguntei sobre o evento de extremo repúdio do trabalho. Um deles se aproximou e disse se chamar Esperanthus (puta merda) chefe dos engenheiros. Ele me disse estar muito preocupado com a estrutura da Jussara, sobre ela suportar levantar âncora. Primeiro deixei bem claro para todos eles o quão superior eu sou em tudo, alertando que isto não se trata de um barco, mas de uma nave exploratória. Depois pedi os relatórios e as pesquisas que jogaram fora para analisar e então garantir se a nave é ou não uma porcaria. Estava feito meu primeiro feito macho como capitão da Jussara.
Diário de Bordo 020
Data Galáctica 470
Capitão James Pickles
Sentado em meu trono com a visão da terra em frente, tentei por dias entender as pesquisas dos engenheiros. Além de terem uma letra terrível, não escrevem nada em língua humana. O que raios será um baricentro ou uma curva de rendimento simbólico? Chamei Xérxes e Héracles para discutirmos os modelos. Conclusão: esta bosta não pode levantar. Como dar esta mensagem a todos? O problema era levantar e não navegar no espaço em vácuo. Convoquei uma reunião urgente no bolicho, onde depois de 2h de bebedeira e putarias com a Dra Spika desenvolvemos o projeto estilingue.
NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO: JUSSARA É TIRADA DO CHÃO

O trabalho Jussara e a Viajem do Capitão Pickles de Alexsandro Barbosa Costa foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em www.zykonn.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.portalgeobrasil.org.
Jussara e a viagem do Capitão Pickles 03
Diário de Bordo 011
Data Galáctica 460
Capitão James Pickles
A situação atual exige mais energia da minha parte sendo o capitão. Acordei cedo, cerca de dez da manhã hora lunar. Calcei minhas chinelas de Coelho Peregrino, tirei meu barrete de meia calça da antiga Casas Pernanbucanas (ou algo assim), esvaziei o pinico na pia enquanto Karlitus ainda resmungava sobre meu ato. Fui até o banheiro e dei aquele mijada matinal necessária para todo homem sobre a face da terra ou lua. Na finalização como sempre aquele alívio de pressão com as mãos para cima enchendo o local com o aroma mais puro e profundo do Pickles véio aqui. Peguei minha escova dental que me acompanha desde os meus 10 anos. Hoje ela não é mais azul, mas cinza, e suas imponentes cerdas são um chumaço branco. Derramei sobre o chumaço uma boa gosma de closápe uiate esnou e toquei boca dentro. Depois de babar meia pinha e cuspir com força para acertar diretamente o ralo (um desafio que sempre faço) dei aquela olhada profunda no espelho triangular quebrado com acabamento de duréks. O que estou vendo hoje me assusta. Um belo e saldável ômem com seus 38 anos, uma barba bombriosa com luzes, um olhar 45,7 de gato manhoso, aquele olhinho esquerdo azúlis meio fechado, as 3 rugas amigas na testa, o queixo com aquele talhinho cedu…, sed…, bom, atraente. As orelhas de marinheiro audaz e indestrutível e o nariz rastreador dos sete mares (Fiúza, Greite Leike, Chacrinha José, Arroio Barnabé, Flúcso do Ariranha, Poça do Mekuso e Pixikinha). Até hoje não entendo, mas, os meus colegas na faculdade diziam que eu era um tal de Sr. Batata. Nunca entendi, mas tudo bene, são ossos do orifício como dizem. Enfim me entregaram a roupa de comandante. Um macacão branco com listras amarelas com os dizeres: EARTH EXPLORER. Não faço idéia do que é, mas é lindo. Porém não abro mão do meu querpe do Yamato. Vesti-me e depois coloquei meu raibam do Amauri Júnior. Ao sair do Bolicho Karlitus (sim eu moro lá) as meninas me cercaram, todas irradiadas pela minha beleza, elegância e estirpe (não sei o que é, mas achei legal escrever e dizer na hora).
Diário de Bordo 012
Data Galáctica 461
Capitão James Pickles
Ainda tenho o problema da Jussara. Sou o capitão e não faço idéia de como entrar, quanto menos de onde é a porta. Criei coragem e atravessei a multidão, cerca de 7 meninas loucas pelo meu ser imensurável (esta deve ser algo forte). Fui até Héracles, líder dos jogadores. Foi ai que descobri que o livro de rituais havia sido emprestado por eles aos mineradores. Me sentei na base improvisada deles, uma barraca de couro onde na porta estava uma placa com aspectos antigos que dizia algo como dungeos e drágons. No centro uma mesa retangular que em uma das pontas tinha fixado um tipo de escudo com desenhos de guerras medievais, acho que era São Jorge matando o dragão. Nas laterais sacos plásticos com milhares de dados de cores e formas diferentes além de bonecos, acho que para algum ritual satânico. Me aproximei do gordo cheio de espinhas com um relógio gigantesco que mostrava um boneco verde com uma inscrição em alto relevo que dizia PIPIBOY (seja lá como, algo haver com mijo). Héracles se aproximou com um fundo de garrafa do mal, algo que fazia com que seus olhos virassem um feijão magro e falou mostrando seus ferros bucais (assustador). Ele me disse bem claramente:
- “Homem do leste, vens até meu templo em busca de respostas. Posso ver isto em teus olhos e o teu rosto aflito”.
Respondi que sim, gostaria que ele e sua equipe descobrissem onde era a porta da nave e como entrar nela. Como são especialistas em inventar coisas e jogar, a imaginação deles deve ser superior a de qualquer um na equipe. Quando terminei de falar o que desejava, me entra um corno correndo e liga uma caixa de som a todo volume com uma música xonha e ao final algo gritou tipo máin cuesti édedi. Sei lá, bando de maluco. Héracles me apresentou Taquisis, uma mulher maluca que explicou as condições do serviço. Ela pediu 50 peças de ouro, 10 litros de idroméu e a chave para o castelo do vingador. Porra, não faço idéia desta merda, mas deixo vocês explorarem a nave toda e cada planeta que a gente achar. Então a maluca pegou um papel amarelo, escreveu tudo o que eu disse e pediu para que escolhesse um anel em um baú de plástico no outro canto da mesa. Pediu que o colocasse e que não mais o deixasse de usar, pois, este era o meu símbolo e a minha marca para honrar documentos entre eles. Belezinha. Após tudo isto, a maluca ainda pegou cera vermelha, derreteu e pingou no papel para depois pedir que desse um soco com meu anel na gosma. Ela guardou o documento e me disse ainda que se a máin mícion fosse curta eles iriam upar seus chars durante pelo menos a aventura chegar ao número de horas padrão de 40h. Ou seja, mesmo se acharem a forma de entrar na nave, enquanto a busca não fechar as 40h eles vão ficar fazendo saidi quéstes upando lévels. Puta merda.
Diário de Bordo 013
Data Galáctica 461
Capitão James Pickles
Enquanto os jogadores ficam rastreando a entrada da Jussara (com todo respeito), resolvi fazer algo positivo para o dia. Fui beber vinho. Fiquei sentado só no bico dos lutadores de Judô. Que seres estranhos, eles ficam o tempo todo se agarrando e se jogando no chão. Mas o pior ocorreu: eles deram de cara o grupo Filhos de Sígal. Os Sígal são um grupo lunar que quebram tudo que tem pela frente, até mesmo eles mesmos se assim o fizerem. Pensei rápido, concluí que poderia perder meus homens. Não é que alguns jogadores passaram por eles, mas, apesar do som de vento que alguns fizeram a luta em turnos não foi uma boa escolha para o momento. Vários jogadores foram espancados. O pior foi um deles que ficou olhando pro céu com uma carta de invocação na mão, ele gritava várias vezes bahamut, enquanto um dos Sígals esmurrava sua boca violentamente. Os judocas partiram para o pau e derrepente todos estavam no chão, uma visão chocante de homens de tanga contra homens de quimono amarelo. Era pé na cara, dedo no olho, um sentado na cara do outro. Mãe, o que eu fiz para merecer isto…
Diário de Bordo 014
Data Galáctica 461
Capitão James Pickles
A luta foi controlada uma hora depois quando os bombeiros jogaram água na cachorrada. Ainda não sei para que servem estes caras na minha nave. Ao olhar para o lado ví um bando de jogadores dormindo embaixo de um cobertor preto escrito INN. Porra, puta merda. Os primeiros que acordaram me explicaram que eles estavam sem muito mágic pointis e precisam dormir para enher os seus lévels. Puta merda. Ao levantar alguns deles montaram uns nos outros, as supostas montarias vestiam uma camisa com o desenho de uma galinha amarela escrito I’m CHOCOBO.
Um dos arquitetos me procurou, seu nome é Tamamkus (puta merda). Ele trouxe um livro grosso com desenhos muito bonitos de casas. Se tratava do Explorer Book. Segundo Tamamkus, são os projetos para os dois condomínios galácticos previstos para a viagem. Ao encontrarem um local viável, uma bandeira será cravada no local e uma demarcação será feita imediatamente. Colonizar o espaço frio e escuro, dando a ele luz e cores é o objetivo dos Arquitetos. Parece que está imbutido um plano de acabar com o EOST também, mas posso estar errado (como quase sempre). Finalmente uma representante da Liga Lunar de Viagens Espaciais (LLVE) veio até mim. Vestida com uma roupa de borracha enterrada em cada entranha existente ela até parecia caminhar com dificuldade. Todo aquele monumento veio até minha mesa e ficando diante de mim com aqueles peitos galácticos na minha cara disse algo surpreendente: oi. Depois foi embora. Só melhora, só dá maluco aqui.
Diário de Bordo 015
Data Galáctica 462
Capitão James Pickles
Fiquei a noite pensando no que ela quis dizer com oi. Havia algo alí que eu não tinha notado, não estava bêbado ainda e não fazia sentido uma mulher linda daquelas vir falar comigo. Claro que vestido de capitão era inevitável não me notar, ainda mais quando descobri que as tarjas brilhavam no escuro. Tive diversos sonhos, mas em todos eles eu via a roupa dela se rasgar e tinha que levantar para me lavar. Isto foi a noite toda, até que as 6 da manhã eu a vi na beira da minha cama. Ele ficou de joelhos (juro que parte da roupa deve ter cortado a moça, porque a fenda que se abriu por baixo foi algo indescritível). Seu hálito com um sabor de hortelã do campo disse: vai que é tua Pickles. Uhhhh. Acordei todo estranho, todo gozado. Puta merda, era um sonho ainda.
Algumas horas depois, descobri que ela é a médica da nave. Seu nome é Spika. Imediatamente um surto desconhecido de alguma coisa tomou conta de todos os tripulantes, pois todos adoeceram e deram muito trabalho para a Spika. Tomara que não afete o lançamento. Seja lá o que foi, parece ser um tipo de micose altamente contagiosa que se aloja nos países baixos. Coitada da moça, já entrou no trabalho ainda fora da nave. Tem algo estranho nisto tudo, mas eu ainda não entendi. Porque será que apenas eu não tive nada?

O trabalho Jussara e a Viajem do Capitão Pickles de Alexsandro Barbosa Costa foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em www.zykonn.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.portalgeobrasil.org.








