Jussara e a viagem do Capitão Pickles 04

Diário de Bordo 016

Data Galáctica 467

Capitão James Pickles

Depois de 120 horas de Máim Cuéste e Saidi Cuéstes o tal Héracles me trouxe um mapa em couro de dragão com um desenho horrível da nave.  Ele me disse que foi difícil queimar o couro, quanto mais conseguir o artefato. Como não gostam de nada fácil (poderiam ter me entregado numa folha de papel) tiveram que gastar mais 30 horas pra matar o bicho. Nem perguntei onde e como, seria complexo de mais para minha cabeça. Mas agora eu estava me sentindo o verdadeiro capitão da Jussara. Estava sabendo onde era cada coisa, até mesmo a tal da ponte onde eu devo ficar no meu trono tipo o do Rei Arturo, aquele da espada Escaliburi que estava atolada numa pedra com muito cimento ou cola. Muita sacanagem por parte  do filho da puta que enfiou ela lá. Porra, não quer mais ser rei tudo bem. Agora fazer esta pegadinha com os outros, puta merda. Assim descobri que a função dos jogadores é me auxi… ausi… me ajudar nos mapas e na exploração da missão. Os arquitetos estão lá para construir e expandir nosso horizonte. Os mineiros para explorar novas riquezas minerais e o judocas… puta merda.

Diário de Bordo 017

Data Galáctica 467

Capitão James Pickles

Ainda não sei do que sofre a tripulação, mas a Dra Spika ainda estava com muito trabalho na mãos. Procurei o líder dos judocas e lasquei uma pergunta a queima fumo. Porra cara, qual a função de vocês nesta viagem?

Lorivaldo (puta merda) líder dos judocas me explicou que eles são meus Guardi Bódies (puta merda) e que não vão desgrudar de mim durante as missões (puta merda 2x). Segundo Lorivaldo, existe um grande risco de fazerem um espeice búlis comigo. Não sei do que se trata, mas, parece algo ruim. Na boa, eles são meus guardas, meus bruxos, meus xirús e algo assim. Na manga do quimono amarelo está escrito: Cusco Macabros. Tirei um cherókis da manga e levei para Héracles. Com um ar de mistério ele me contou que este logo significa em  língua gaudência, os cãos do diabo.

Disto tudo, entendi que eles serão minha escolta particular, que irão me proteger deste tal de búlis (provavelmente alguma coisa tócsica no café do espaço). Com o mapa da nave e sabendo melhor pra que serve este monte de bolas na nave, fui até a Miranda. Está pérola da lua é uma cafeteira de mão cheia. O segredo de tudo está na meia que ela usa no búlis de ferro do pai dela. As.. Aço… junto a isto tudo, ainda se tem o panspérmico bolo de chuva com sabor de carvão, uhhhhhh. Ainda estava com açúcar no meu bigode divino e arrasador de meninas, quando começaram a chegar caminhões e mais caminhões de coisas. Alguém gritou algo como estúfe trúques, mas não sei se foi bem isto. Máquinas de café, uísque, vinho e churros de quatro sabores estavam em uma das cargas. A isso somou-se 30 porcos, 260 galinhas de postura, 400 frangos pra carne, 700 cabeças de gado sendo 120 pra leite, 40 micro hortas e mais 120 homens chamados de fármers (sei lá). Incrível é que eles pediram minha benção para entrar e após meu sim, eles sabiam como abrir tudo e onde colocar todo o material. Caras, isto me lembrou aquele fácula antiga medieval do Noel e a Arca. Se lembram?

Diário de Bordo 018

Data Galáctica 467

Capitão James Pickles

A Jussara é um labirinto do mal, me perdi 23 vezes em 5 minutos.  Por isso a partir de agora sempre ando com Héracles como companhia. Temos a Farm Zone onde os Fármers se alojaram e montaram as fazendas. Torço para que não aja nenhum EOST infiltrado. Para tal, pedi a Lorivaldo para destacar 03 homens para ficarem de olho nesta zona. Depois temos a Peixoto Zone, uma simulação de bairro boemico com 03 bares com tudo que um homem pode sonhar: mais de 34 tipos de tragos diferentes, com máquinas e pérolas feitas na hora. Além disto, a melhor culinária de Viamão, Porto Alegre, Bahia, Minas Gerais e Itália reunidas em um só lugar.

Também conheci a Rélper Zone, onde a Dra Spika já estava instalada com uma fila de espera de 40 homens. Puta merda. Além da Spika há um grupo de 20 médicos, mas todos estão querendo somente a Spika. Será apenas porque ela é mulher?  Desconfio que exista um plano para testar a Dra só por ser mulher, bando de machistas nazistas. Depois conheci a Tatami Zone onde ficam os judocas treinando e monitorando meus passos (eles colocaram um tal de xípis no meu querpe do Yamato para isto). Subindo para os fundos da nave temos a Niemaier Zone (acho que se escreve assim) onde ficam os arquitetos com suas maquetes da nave, de planetas, de condomínios espaciais e de bonecas infláveis da Monique Evans voando por todo o lado (puta merda). A maior festa está na Vesúvio Zone, lar doce lar dos Mineradores/Mineiros que estavam brindando a moda clássica (copos cheios de sadol quente) por seu novo lar pelos próximos… bem, estavam brindando. Finalmente passei pelo dois últimos lugares: Avengers Zone e Dâ Brídege. A primeira era o tão sonhado castelo do vingador que tive que comprar em 30x sem juros pelas Americanas.com entupido de coisas exóticas como galinhas de moicano coloridas, cartas invocativas, portais, chaves, baús e outros cacarecos. Todos saboreavam o tal idromél que pedi aos cozinheiros que fizessem. As peças de ouro estavam espalhadas pelo chão como um tapete, sendo que 50 delas foram feitas pelos homens de Xerxes. Então finalmente a ponte.

Diário de Bordo 019

Data Galáctica 467

Capitão James Pickles

Minha ponte, uma sala redonda com um vidrão pra ver a paisagem e mais 10 bancos de madeira (aqueles de bolicho) e meu trono do Rei Arturo com suporte para as mãos. Na esquerda o cinzeiro e a charuteira, na da direita o porta copos e um mini frigobar com capacidade para duas geladas. Para meu conforto, um sofisticado sistema de tubos podem ser acoplados nas garrafas para que tome de canudinho sem precisar segurar a garrafa em plena missão. Um dos arquitetos me explicou como funciona. Por trás da cadeira existe uma complexa rede de dutos de plástico transparente presos com duréques que sobem até o entalhe de corvo do encosto e descem até a altura de minha boca. Existem dois pedais para bombear ar fresco em meu rosto e uma TV de 7” Brock Sonic à cores que pode ser erguida pelo lado esquerdo do trono. Héracles me levou até uma zona secreta: a casa de máquinas. Fiquei impressionado como o lugar era grande. Vários mineiros estavam lá e começavam a trazer carvão de caminhões que não paravam de chegar. Tudo parece estar sendo preparado para ser colocado numa caldeira gigante ao fundo. Não sei para que ser tudo isto, mas lembra muito o filme Titanic e o filme Maverick do Mél Gíbson, o mesmo do Médi Méx e Máquina Morífera. Ao voltar ví uma sala com porta azul e decidi entrar. Ao entrar, todos jogaram tudo que estava na mesa no lixo e acenderam cigarros de menta e canela. Não entendi o fato e perguntei sobre o evento de extremo repúdio do trabalho. Um deles se aproximou e disse se chamar Esperanthus (puta merda) chefe dos engenheiros. Ele me disse estar muito preocupado com a estrutura da Jussara, sobre ela suportar levantar âncora. Primeiro deixei bem claro para todos eles o quão superior eu sou em tudo, alertando que isto não se trata de um barco, mas de uma nave exploratória. Depois pedi os relatórios e as pesquisas que jogaram fora para analisar e então garantir se a nave é ou não uma porcaria. Estava feito meu primeiro feito macho como capitão da Jussara.

Diário de Bordo 020

Data Galáctica 470

Capitão James Pickles

Sentado em meu trono com a visão da terra em frente, tentei por dias entender as pesquisas dos engenheiros. Além de terem uma letra terrível, não escrevem nada em língua humana. O que raios será um baricentro ou uma curva de rendimento simbólico? Chamei Xérxes e Héracles para discutirmos os modelos. Conclusão: esta bosta não pode levantar. Como dar esta mensagem a todos? O problema era levantar e não navegar no espaço em vácuo. Convoquei uma reunião urgente no bolicho, onde depois de 2h de bebedeira e putarias com a Dra Spika desenvolvemos o projeto estilingue.

NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO: JUSSARA É TIRADA DO CHÃO

Licença Creative Commons
O trabalho Jussara e a Viajem do Capitão Pickles de Alexsandro Barbosa Costa foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em www.zykonn.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.portalgeobrasil.org.

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