Jussara e a viagem do Capitão Pickles 05

Diário de Bordo 021

Data Galáctica 471

Capitão James Pickles

Então ficamos bebendo e pensando em como a vida seria mais interessante se ao invés de sangue nós tivéssemos pinga em nossas artérias e veias. Imagine se não precisássemos dormir ou comer?

Imagine beber e nunca ficar torto de cair e passar o dia seguinte male da vida ou vomitar em tudo e em todos. Mas por outro lado, se não fosse por este estado eu não estaria aqui como capitão. Parece que na vida do homem tudo é o contrário do inverso da mesma coisa e ainda no meio. Bene, nada que não podemos resolver de forma civilizada em um bom e consagrado bolicho lunar.

Ainda me lembro como se fosse ontem quando corria pelado pelo campo, escapando dos tiros de sal do véio Bento da fazenda Cornado. O Bento tinha uma filha muito bonita e muito dada, inclusive muito simpatizante com as causas dos fracos e deprimidos. Ela era aparecer e todo pião deixava de ficar cansado, triste e preocupado com o sordo que o patrão não liberava no fim do mês. Eram sempre duas filas, uma pra receber o sordo na casa do patrão no meio da fazenda e outra na casinha amarela da fessorinha em baixo dos butiazeiro. Não tinha dia mais aguardado do que o dia do fundão da Benedita. Puta merda!

Uma vez que outra o véio via a fila e saia com o rifle de cornos de aço atrás dos contemplados com o fundão no momento H do depósito. Saia nóis correndo pelado pelo campo sem se importar com o percurso. Quando a gente se embranhava em algum mocó, nóis se fragava do nosso estado. Os pé com as unhas pretas de barro, as solas cravejadas de espinho do mato, os braço lanhado e ardendo de urtiga. Fora isto, ainda tinha o touro doido do Senhor Agripino, o bicho corria nóis até o fim do cercado, quando o maldido não pulava e corria atrás dos pelados até a fazenda da Tia Jô.

A gente chegava e se jogava no açudis do Véio Agenor, ficava durante umas horas refrescando as partes e medindo os purmão no campeonato de seguramento de respiração. O Gonçalves quase sempre ganhava, porque ele tava acostumado e meter a cara no mato, na graxa barbuda para agradar as damas. O problema é que muitas vezes (quase sempre) a região alegre tinha fedor de zurrilho vencido. Para evitar vexames, ele se aperfeiçoou em trancar as respirações. Puta merda!

Porém, meu destino não estava no campo como meu pai queria, acabei me envolvendo com a marinha e depois teve todo aquele problema com o espaço na terra. Enfim, perdi minhas amadas, meu campo, meus bolichos, meus esportes (pinga ao metro, corrida de 1km nas urtigas, arremesso de toco com abelha, corrida de boi, nadação em rio com peixo do tico, vespeiro bêbado, entre outros) e minha juventude.

Quando voltei a mim mesmo de novo outra vez, estava sentado no meu trono do rei Arturo na ponte da Jussara.

Diário de Bordo 022

Data Galáctica 471

Capitão James Pickles

O grande vidro deixa ver o nada estérico da suberfície da lua. No campo quando olhava para cima, era tão linda e tão brilhante, achava que fosse quente e ext.. est.. muito brilhante pacas. Mas não passa de um lugar cheio de pessoas parecidas, sujas, bêbadas, reclamonas e com cor azulada. Aqui sem esta tal de atimosfera, tudo é artificial, andamos dentro de canudinhos de vidro, tudo tem cor azul fraco, é frio e sempre se ouve pessoas reclamando de tudo. As mulheres são todas fazidas, os homens frouxos e as bebidas boas são raras. Em cada canto tem gente se matando, a comida é fraca e não tem gordinha pra se apertar. O caos do homem macho. Não significa que não curta as perfeitinhas, mas o homem deseja uma gordura de vez em quando. Aqui não podemos nem tocar no assunto. Leva a uma exp… esp… você é ejetado para o tal do vácuo do limbo. Ouvimos e assistimos o que eles mesmos desenvolvem aqui, algumas vezes, temos material de fora, uma raridade cara demais para classe Z como eu por exemplo. Nos divertimos bebendo e assistindo fitas VHS gravadas com o programa do Ratinho, da Hebe e do Super POP. Puta merda.

Aquela luz azulada me ofuscava os olhos, mas era muito lindo ver logo abaixo, antes da suberfície estérica um aglomerado de tábulas amarelas e laranjas desenhando nossa incrível comunidade lunar junto aos canudos de vidro que finalizavam na parte de baixo da Jussara. Levantei do trono caminhei até o vidro, arrastando os bancos Long de madeira classe bolicho do caminho e contemplei feliz com as mãos unidas por atrás das paletas com meu querpi do Yamato. Suspirei e me lembrei do nosso dilema de levantar este latão. Jussara é uma nave de classe H do tipo tréval espeice eksplórer. Olhando de longe ela lembra 03 rolos de linhas da máquina de overlóquis da mama, só que empilhadas, dois embaixo, um do lado do outro e mais um em cima. A ponteira do de cima é de vidro azul claro, justamente onde estou. Ao longo de todo este rolo de cima estão eu na Dã Brídege, os engenheiros e os jogadores. No tubo de baixo da esquerda, estão os judocas, os fazendeiros, cozinheiros e a capital (praça de alimentação). No outro tubo estão os médicos, os arquitetos e ao fundo, juntando os três tubos estão os mineradores e a casa de máquinas. Colei o mapa me entregue pelos jogadores, no espaço à minha esquerda, peguei um uísque na máquina e coloquei no meu suporte com canudinho. Pedi ao Héracles que me troux.. trouse… me achass… achaç.. pra achar um mapa local e um estrelar para a viagem.

Diário de Bordo 023

Data Galáctica 471

Capitão James Pickles

Curtindo minha solidão azul sozinho na ponte redonda, percebi a Dra Spika sentada de calcinha e sutiã em um dos bancos de bolicho da ponte. Finalmente a hora da verdade havia chegado. Desta ela não iria escapar. Depois de muito ficar angustiado e pensando em coisas terríveis com o corpo dela, este era o momento em que o carro de bois deveria seguir adiante, a vaca deveria ir pro brejo de vez. Mesmo que minhas próximas ações fossem prejudicar todo o programa espacial da lua, eu tinha que fazer isto pelo bem da raça humana dos homens da terra. Avancei de forma rude e macha para cima da Dra e num movimento brusco se sem volta me sentei ao seu lado, botei uma mão em sua perna e a outra… na sua mão é claro, macho não significa ser agressor e violador de virgens. Sem deixar falar sequer nenhuma palavra humana, fiz o que nunca ela iria esperar de um capitão foda como eu. Fui curto e grosso com a menina de olhos verdes e cabelos lisos avermelhados eu acho. Tasquei uma rápida e prazeirosa pergunta. Dra Spika, porque você está nesta missão onde existem apenas homens?

Ela me olhou seriamente durante algum tempo, ela começou a ficar suada pra caramba, piscou muito e gaguejou que nem um toca fita torto. Mais foda do que eu achava que ela também fosse ela me contou a explosiva verdade sobre tudo. Ela é filha do General Washingtonn Nerbhes o mesmo que me fu… e que organizou esta viagem. Pensei: puta merda. O que levaria uma jovem linda e gostosa como Spika a uma viagem com mais de 500 cães sedentos de mulher para o universo aberto. Ela é perfeita e poderia viver na paz da lua para sempre. Foi então que recebi o tijolo nos bagos. Tremi que nem cusco cagaciado, que nem xirú com diarreia e querendo peidar. Ela não se chama Spika, não antes, mas somente agora. Na verdade nada é verdade, na verdade ela não era filha do General e na verdade ela nunca pensou em viajar, na verdade ela nunca queria ter sido médica. A verdade nisto tudo é que nada do que vimos dela é realmente 100% verdade do que se imagina. Puta merda, me perdi. Resumindo: ela não era ela, puta merda x 10. Seu nome verdadeiro era Marivaldo (puta merda de novo), ele é filho do General, mas sempre foi digamos assim afeminado. Isto não agradava o general e nem o Marivaldo. Ele estudou e se formou em medicina, se especializou em transplantes, queimados e cirurgias de risco. Assim, se operou e se transformou em mulher. Como não possui mais o membro definidor de homem, assumiu o nome de perda de ex-pica, mas para não deixar isto claro, reformulou a sua nova condição o transformando em um nome feminino e que também é o nome de uma estrela, assim Spika (espica), puta merda mesmo.

Diário de Bordo 024

Data Galáctica 471

Capitão James Pickles

A menina homem se abraçou em mim chorando, pensei com cautela antes de lhe abraçar com afinco também. Fiquei imaginando se algo se levantasse da tumba e me cutucasse. Mas ela me deixou calmo dizendo que agora ela era mulher, mesmo as vezes querendo pegar outras por ai. Mas não havia perigo em ser atacado por algo do passado. Assim abracei a guria, deixando minhas mãos caindo até suas ancas, enfim, o meu major é que estava acordando. Mas esta rapariga era homem porra. Não dava pra continuar. Soltei ela que nem tatu com pressa e disse: se lembra do estilingue mulher?

Vou deixar seu segredo comigo e com mais ninguém, mas entre tu e eu só amizade e nada de TE AMO de acordo?

Muito sem graça ela se vestiu (puta merda, mas que homem bonito), puta merda Pickles, nunca mais escrevo isto de novo, nunca mais isto deve passar pela minha cabeça, literalmente e realmente, pela cabeça nunca mesmo. Podia sacanear toda a tripulação contando. Mas ai iriam expulsar o garoto. Não era justo, ele tem sonhos como eu tenho. Puta merda, preciso beber, e preciso de uma mulher agora mesmo. Fiquei umas 4 horas fora, bebi e me afundei em várias bêbadas que estavam comigo. Ao retornar me deparei com algo estranho: não conseguia subir na Jussara. Estava tão bêbado que tudo parecia de lado, sei lá. Dormi na rua na entrada da nave.

Diário de Bordo 025

Data Galáctica 472

Capitão James Pickles

Acordei-me (bonito hein) todo babado e acho que mijado também, sem nenhuma roupa e nada. Seja lá o que tomei, o fogo foi tão alto que não sei nem como cheguei aqui. Ainda parecia que estava tudo torto e então dei da cara com Spika me olhando com aqueles olhos pequenos. Ela sorriu e me deu a mão suave. Puta merda. Levantei e percebi que ela não estava torta. Me entregou minha roupa de capitão. Vesti ali mesmo enquanto ela ou ele me olhava com uma cara de fome. Foi então que percebi que o latão estava inclinado. A plataforma que parecia uma funda havia sido erguida e com ela o latão Jussara. Por isso não consegui entrar nesta madrugada. O pessoal me disse que foi o caos, a plataforma foi levantada sem aviso e ninguém sabia que o lançamento seria desta forma. As fazendas foram parar na casa de máquinas e o castelo do Vingador foi destruído em uma das fornalhas. Os Jogadores travaram uma batalha em turnos com os mineradores que queimaram todos os dados do pessoal, deixando os jogadores sem ação e com estatus frízi. Os judocas se amontoaram na enfermaria e foram medicados todos ao mesmo tempo sem saber o porquê da coisa toda. Os arquitetos entraram em psicose depois que suas Moniques Evans estouraram e suas maquetes foram destruídas. Eles atacaram os engenheiros em busca da verdade quando comiam na Capital. Na ideia de ajudar os engenheiros, os cozinheiros atiram máquinas de bebidas nos arquitetos, puta merda. Quando gritei para parar com a zona em que estava o interior da nave, ví os mineiros enterrando alguns médicos. Porra, como fizeram isto em uma lugar de lata? Deixa assim. Pedi a colaboração de todos para adaptarem tudo para uma posição vertical e horizontal. Todos me olharam sem entender porra nenhuma, mas, minha presença suprema os fez dizer sim senhor, e eu gostei muito de ouvir. Retornei para a ponte onde tudo estava no lugar, menos os bancos de bolicho que estavam grudados na parede atrás do meu trono.

Diário de Bordo 026

Data Galáctica 473

Capitão James Pickles

Depois de uma noite horrível na ponte, uma noite terrível com sons de muitas coisas ao fundo e ainda por cima Spika deitada próxima de mim. Na tentativa rápida de adaptar o interior do latão aos 360 graus de viagem espacial, um show de ruídos e bateção de metal infernizavam meu cérebro. Spika dormia e roncava que nem uma porca do campo, incrível sono pesado. Puta merda. Já era tarde da noite quando consegui pregar os olhos, mas fui acordado por um som de barra de ferro caindo. Horas e horas mais tarde, dormi e fui acordado de novo com uma conversação intensa. Fui ver o que era e me surpreendi com diversos homens numa jogatina desenfreada de buraco. Os jogadores estavam fazendo um tal de laivi éktion e o capitão aqui que se lasque sem conseguir dormir. Em um grito de desespero pedi que parassem com isto. Quando o silêncio reinou, dormi no caminho nem consegui chegar na ponte. Dormi em um dos corredores. Spika me acordou com um cheirinho místico de café lunar. Apesar do medo nutrido por esta mulher, aceitei a oferenda. Andei até o mirador interno e ví cada grupo fazendo seu dejejum (acho que um tipo de ritual) ao seu modo. Coisas bizarras podiam ser vistas e mesmo eu um homem vivido e hábil na lavoura chucra fiquei espantado. Entre as coisas estranhas, estava porco assado, tatu assado, torta de maça com creme dental e picolé de sadol. Puta merda, o que eles comem no almoço?

Diário de Bordo 027

Data Galáctica 473

Capitão James Pickles

Depois da porcada toda comer e arrotar durante 10 minutos, reuni para dar a voz final. Nós tínhamos exatamente duas semanas para preparar a nave. Durante a tarde consegui os materiais necessários para montar o estilingue. Reuni arquitetos e engenheiros e começamos a discutir as plantas dos projetos. Foram 8h duras de apontamentos e discussões, sendo 4h de bebedeira para descontrair (ninguém é de ferro). Nos unimos aos mineiros e jogadores para reavaliar e acatar mais ideias antes de começar a botar a mão na massa. Passamos mais 10h discutindo, criamos mais plantas, esquemas, desenhamos um mapa e jogamos Sibéria 2 no PSOne da nave. Depois, para relaxar apostamos garrafas de vinho em pegas violentos na máquina de enduro da capital. Puta merda. Fiz grande descobertas nestas horas de puro trabalho intelectual. Descobri que um ano não tem 365 dias na terra, que o céu não é azul, que um D10 é um dado de 10 faces e que os cavaleiros do zodíaco não são reais. Que tristeza.

Diário de Bordo 028

Data Galáctica 475

Capitão James Pickles

Montamos a coisa toda e esquecemos do principal: como puxar o latão pra trás? Puta merda. Sempre falta algo, sempre.

Trouxemos amigos dos fazendeiros com seus caminhos Fiat de 1980 (relíquias robustas da terra) e prendemos aos motores da nave. Também trouxemos uma pá de burros, cavalos e alguns cachorros disponíveis para ajudar a puxar o latão. Demoramos cerca de 10h para mover a nave, sim conseguimos mover a Jussara 10cm. Puta merda. Precisamos de algo maior e mais forte. Pensamos em gases de peido ou amarrar uma pedra e jogá-la da lua para o espaço. Finalmente tivemos a idéia de pedir ajuda para as naves colônias. Na próxima entrega de produtos iríamos prender um cabo ao latão para puxá-la. Spika sugeriu as colônias para puxar a Jussara e assim dar impulso para tirá-la do chão. Mas havia o risco dos motores não ligarem e ela acabar se arrebentando na cidade ou saindo da lua ficando a deriva. Enquanto aguardamos a vinda da nave, Spika fez uns espetinhos de gato. Sinceramente não sei da onde ela tirou a carne e nem do que era realmente. A verdade é que estava bom. Mais tarde um homem apareceu perguntando se alguém havia visto Jamanta o pônei dele que havia sumido. Puta merda.

Diário de Bordo 029

Data Galáctica 476

Capitão James Pickles

Finalmente a nave começou a ser avistada ao longe. Através de um sofisticado sistema de comunição Sony Vaic instalado na ponte me comuniquei com a nave colônia através de um  uolqui tóqui foston de primeira linha. Expliquei a situação e rindo sem parar (não entendi até hoje) me deu OK.  Antes disso ele me disse algo, mas a transmissão estava ruim com a estática. Se não me engano algo como suicídio ou burrice. Devem ser códigos de transmissão, mas não importa. Os hangares com carvão, garrafas de água mineral e tambores de oxigênio estavam todos em 100%. Para eventuais problemas estou levando uma caixa de trakinas de morango, um fardo de água mineral com gás, 10 pacotes de camisinha (nunca se sabe), dois fardos de cigarro Bostery, 3 caixas de charuto Rei da Bazuka, dois discos de queijo da campanha, 12 potes de Mumu e um relógio despertador de corda. Obviamente fotos, quadros e coisas sentimentais como meu sapinho Sarmento estão a bordo. O tranco foi fabuloso e Jussara foi colocada  na posição de lançamento ideal. Fizemos as honras, despedidas e revelações. Não queria ouvir a metade do que ouvi. Para alguns, nem as sogras foram poupadas. Puta merda.

Diário de Bordo 030

Data Galáctica 477

Capitão James Pickles

Depois de ouvir todas as verdades verdadeiras de todos e descobrir que alguns não tem membros, pai, mãe e que alguns comeram as sogras, além de, saber que alguns curtiam porcas, cavalos e ovelhas, além de eventos hediondos de assassinatos em série e um viciado em enterrar coisas (foi ele que enterrou os médicos dentro da nave), ainda tive que contemplar a sessão de últimos desejos. Puta merda. Durante 8h, vi shows de mágica, sapateado, teatro, teatro com bonecos, pedidos de pizza da terra para serem entregues na lua, além de, shows musicais horríveis e até um concerto. Puta merda. Gelei quando Spika se aproximou e disse que agora era a vez dela de pedir um último desejo. Puta merda. Disse a ela que não havia a chance de morrermos e que este papo de último desejo era uma merda. Para garantir minha integridade, não pedi nada. Mentira. Pedi uma bebida e para não ficar chato, meu pedido foi pedir uma bebida rara da terra e saborear a iguaria com Spika na ponte. Atrasei o lançamento em 03 dias. Puta merda.

Finalmente bebemos juntos na ponte nosso licor de gabiroba do mato. Podres de bêbados sentamos juntos no meu trono. Inevitavelmente ela em meu colo e inevitavelmente fiquei todo duro. Sem mais, ordenei a última checagem de tudo. Pedi que ligassem os motores e se posic… poc.. que fossem para seus lugares e apertassem os cintos. Puxei o mecanismo acoplado pelos engenheiros para cortar o lacre e soltar Jussara. A ferramenta de corte funcionou mas se despedaçou toda quando ao começar a ser jogada para frente acertou um telhado de uma casa. Comecei a ouvir sons de coisas quebrando. Puta merda, montamos o lançador para o lado errado. Passamos por dentro da cidade, criamos um canal de mais de 1km cidade a dentro. Também esquecemos de abrir a cúpula, ao nos chocarmos abrimos um rombo de tamanho fantástico e junto com Jussara alçando voo, vimos parte da vila onde o lançador estava vindo junto no vácuo. Puta merda, será que matamos todos na lua?

Que Deus nos ajude se agora somos os únicos varetas humanos.

Licença Creative Commons
O trabalho Jussara e a Viajem do Capitão Pickles de Alexsandro Barbosa Costa foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em www.zykonn.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.portalgeobrasil.org.

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