Jussara e a viagem do Capitão Pickles 06

Diário de Bordo 031

Data Galáctica 478

Capitão James Pickles

Ainda não conseguimos contato com a base, mas durante 8h registramos um rastro de coisas que ainda caiam da Jussara. Não se trata de material interno de dentro nosso, mas, coisas que vieram agarradas (arrastamos) desde o lançamento fantástico para o estar óchan (poético hein?). A Nave suportou bem a decolagem, na realidade foi a base que não suportou bem nossa heroica decolagem. Fazer o que né? Ninguém manda montarem um suporte de nave barato. Quando escrevia este relatório tenho quase certeza que vi um pinico passar por minha janela, mas… deve ser impressão minha. Imagine um pinico cheio de mijo voando pelo espaço. Só eu mesmo.

A primeira coisa ruim do espaço sinderal ou citeral, não importa, é o repu no estrômo. Parece que você não tem nada dos dois lados (de dentro e de fora) e o frio de lascar. A exibida da Spika passou voando por mim com aquele olhar de fome de novo. Puta merda. Eu aqui agarrado no meu trono e os manipuladores do latão amarrados a pedra ferro nos bancos de bolicho e esta puta dando bandinha voando como se fosse um plaicenters. Mandei ela descer de uma forma ríspida de macho. Ele obedeceu na hora e caiu no meu colo. Puta merda.

Desci com Spika até a sala do forno e pedi aos responsáveis para liberarem a água quente nos canos para aquecerem esta lata véia antes que meus dedos e sabe lá o que mais ficassem duros. Perto da Spika teria que ser apenas os dedos para não dar problema. Ouvi boatos de que um camisero e um carro de boi haviam sido avistados na traseira da nave. Os médicos informaram que é alucinação do espaço. Isto irá passar assim que nos acostumarmos com o clima interno.

Fiz um túr pela nave para dar parabéns a todos e incentivar os homens para a longa e talvez eterna viagem. Tive a impressão que não estavam interessados em minhas palavras, tive a impressão que não estavam prestando atenção em mim em nenhum momento mais. Seria o uniforme de médica espacial de laicra translúcida da Dra. Spika? Ser for, são realmente uns animais machistas.

Os jogadores, devido sua grande perda com a inclinação da nave e depois no combate contra os internos, estavam criando novos dados derretendo seus repositórios de lego. O que havia sobrado foi usado na reconstrução do Castelo do Vingador, agora meio quadrado e colorido. Na minha opinião, bem mais divertido. Um novo Inn e uma pequena vila chamada espeicitáum foi criada na sua área, ocupando todo o espaço. Parece que você sai da nave e entra em outra coisa (realmente em outra coisa, menos uma vila) que eles dizem ser uma reprodução fiel da vila do Conan o bárbaro. Deixa assim.

Encontrei os arquitetos em pranto e resmungando algo como um ritual antigo. Parecia uma reza que só eles entendiam. Faziam isto enquanto remendavam suas bonecas da Monique Evans. Tudo rolava bem quando um dos mineiros chupando um picolé de Sadol passou a mão na bunda de umas das bonecas. Uma ira incontrolável se abateu sobre os arquitetos de forma que atacaram ferozmente o mineiro. Pior ficou quando outro mineiro para ajudar o colega pegou uma das bonecas do chão e arrancou sua emenda recém-feita. E ele fez o impensável e cruel: enfiou seu picolé de sadol no buraco. Isto foi o fim do limite dos arquitetos. Durante 1h eles lutaram contra mineiros e judocas que tentavam parar com a esculhambação na zona. Quando a poeira baixou vi novamente um maníaco enterrando pessoas, desta vez mineiros. Como ele faz isto? Puta merda.

Diário de Bordo 032

Data Galáctica 480

Capitão James Pickles

Não existe mais nada preso na traseira da nave e realmente como os médicos falaram, ninguém viu mais coisas absurdas voando na rua. Com a ajuda dos jogadores as bonecas foram remendadas e a situação se normalizou. Porém, por enquanto os arquitetos ficam presos na sua área e podem sair apenas 3 vezes ao dia duramente 20min. Finalmente descobri que tenho uma área maior do que pensava, pois só tinha entrado no meu reservado no escuro ou bêbado.

Um verdadeiro bolicho com tudo que um homem de minha classe pode querer. Tem capacidade para até 8 parceria de copo, equipado com máquinas de comida e bebida, cama rantersaize com capacidade para até 10 pegadas com estoque de coisinhas úteis nas gavetas. Luzes com 6 níveis de ambiente, quadros temáticos do Elvis, Caibi Pechoto, Vando e pasmem: Amado Batista. No fundo do púbis com aquelas cadeiras alta pra cacete que você pode girar tem um pôster do incrível Magal com a rosa na boca (simplesmente dimais).

O tapete verde musgo além de brilhar no escuro ainda possui um sistema de masági fenomenal. A cama gira 360 graus e emite sons de cavalo chucro que deixam o cara completamente loko. Uma pérola da ciência moderna. O mais espetacular visionamento é a capota de vidro, donde posso ver o estar óchan mais lindo de todos. Imagina deitar com uma linda e ainda rodeado de bebidas. Tentem imaginar, não é sonho, seria a glória essselcier de qualquer macho espacial. Concordam?

Assustadoramente ouvi um sim, seria o máximo realmente. Puta merda. Spika estava deitada ao meu lado só de calcinha e com uma garrafa de Natu Nóbilis na mão. Desgraçada. Uma afronta ao capitão da nave. Então ela me olhou com aqueles olhos de fome e apontou pra garrafa rara na mão.

Diário de Bordo 033

Data Galáctica 481

Capitão James Pickles

Acordei com músicas do Magal latejando em minha cabeça. Ao olhar para o lado, vi algo estúpido e intrigante. Spika estava de bruços, pelada e com a garrafa de Nátu Níbilis com o gargalho todo enfiado em seu traseiro. Puta merda. Levantei e fui lavar a cara acreditando que ao voltar nada haveria na cama. Fiz o de sempre e confirmei que no espaço peidar é mais fácil. Ao sair, não havia ninguém na cama e ainda por cima ela estava arrumada. Belezinha, eu tinha tido um pesadelo dos brabos. Sonhei que depois de tomar um porre com Spika soquei a garrafa de Nátu Nóbilis em seu traseiro enquanto ela dançava Magal e Amado Batista com uma flor na boca. Puta merda mesmo.

Fui até a capital pegar um pão com mantega borbulhando e um café espeice pelando. Sai tinindo com a xícara com a foto da Jussara pintada (horrível, péssimo artista) e corri para a ponte. Os homens da ponte, exatamente oito, estavam em suas posições pilotando o latão sentados nos bancos e com suas pedras ferro presas a cintura. A ponte é habitada por: Altamir, Vladisley, Omeuvaldo (puta merda), Grosserindo, Jadisleidison (Puta merda), Elomalino (di novo), Trisverincio (ai) e Pauloromeudison (KCT). Para facilitar nossa comunicação encurtei seus nomes deixando nossa relação pontal mais agradável. Assim, os chamo: Alta, Vladis, Omeu, Gross, Jadis, Elo, Tris e Paulo. Simples para todos e muito mais humano não acham?

Diário de Bordo 034

Data Galáctica 481

Capitão James Pickles

Nossa rota estava travada para um tal de Mártir, eles chamam de planeta, mas para mim, alguém esperto, sei que se trata de algo marcante, de alguém ou alguma coisa que ficou na história. Vamos em busca de água, areia, minerais e saber se seria viável uma área para habitações. Omeu avisou que nossa rota passaria por um cinturão de esteroides e que assim correríamos o risco de ficarmos bombados. Achei o papinho meio estranho e fui me informar com o médicos. Fui informado que apesar da notícia trazer uma certa esperança de corpinho perfeito para esta carcaça véia, fiquei chocado sobre o que aconteceria com meu manche. Ganharia força, músculos, mas meu croquete iria desaparecer. Puta merda. Informei a tripulação que imediatamente iniciou cada grupo seus procedimentos de proteção. Realmente fiquei preocupado com o que testemunhei. Desde meias dentro das calças até supositórios de silicone. Puta merda. Os engenheiros tiveram a ousadia de me chamar de burro e ainda foram mais longe dizendo que não se tratava de esteroides, mas sim de um grupo de asteroides, ou seja, pedras voadoras que iriam se chocar com a nave e nos matar. Puta merda. Fiquei cerca de 5 minutos os olhando fixamente nos olhos sem dizer nada. Fiquei pensando como pedras voadoras estariam paradas no espaço nos esperando. Elas se jogariam contra nós? Não faz sentido algum. Acho que os engenheiros estão paranoicos. Vladis me chamou na ponte para ver uma cena fora do comum. Fiquei besta, pois, os engenheiros estavam certos. Um grupo gigantesco de pedras voadoras, paradas todas ali. Elas estavam quetas, nos olhando, prontas para dar o bote do cusco magro. Pelo comunicador pedi silêncio a todos enquanto Gross e Jadis  manobravam o latão de forma lenta e silenciosa. Se uma delas nos ouvisse ou se batêssemos em uma delas, seria o fim.

Diário de Bordo 035

Data Galáctica 481

Capitão James Pickles

Durante 2h ninguém sequer piscou ou suou dentro do latão. Passamos lentamente por seres de pedra horríveis, algumas maiores que a nave e outras do tamanho do meu dedão. Todas com caras horríveis que realmente lembravam pedras. Algumas giravam lentamente em torno de si mesmas, estavam sonhando com certeza. Tenho quase certeza que uma piscou em seu sono. Quando estávamos quase saindo daquele pesadelo espacial Spika sentada em meu trono solta um peido de chamar gado. Puta merda.

Gross começou a rir e se distraiu batendo em uma das criaturas. Imediatamente elas começaram a se mover e a bater alucinadamente na Jussara. Eles começaram a girar e girar violentamente se jogando contra a nave. Tombei e dei com os cornos no vidro da frente. Uma pedra me olhou nos olhos e bateu com força me jogando contra meu trono com a cabeça no meio das pernas de Spika. Pensei se algo me atacasse, se algo poderia sair daquele lugar. Apaguei…

Licença Creative Commons
O trabalho Jussara e a Viajem do Capitão Pickles de Alexsandro Barbosa Costa foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em www.zykonn.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://www.portalgeobrasil.org.

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