UM PAPO SEM INTENÇÕES A RESPEITO DE RPGS DE CONSOLE PARTE 2

* Não é lista de TOP 10

* Não é crítica de jogos

* Apenas um papo sobre games de consoles

Vocês se lembram do Alundra, um RPG de ação até os olhos de puzzles e combates?

Para quem não se lembra ele é uma espécie de continuação de LAND STALKER do Mega Drive. A grande quantidade de coisas para fazer e a dificuldade do jogo marcou a minha “estressidade” por RPGs/Adventures com “nhecos” (Puzzles excessivos). Mais complexo que isto, foi o fato do elfo viajante dos sonhos não ficar com a elfinha no fim das contas. Alundra estava mais para Adventure ou jogo de ação do propriamente RPG, mas o que conta é que era difícil pacas (ao menos para o sequelado aqui). Quando coloquei as mãos em Alundra II, pensei que tivessem convertido o jogo para um JRPG tradional, mas…

Não sei explicar o que era Alundra II, mas, uma coisa era certa: não havia nada de Alundra lá. Alguns podem dizer que Tomba era mais ordinário no quesito “nhecos”, mas na realidade era mesmo. Tinha tanta coisa para fazer que chegava a tontear. Ao meu ver, Alundra era mais um jogo de exploração do que RPG, apesar de ter objetivos definidos, armas e habilidades especiais a serem usadas nos momentos corretos. Se lembram de algum jogo onde a arma certa vazia diferença contra os bosses?

Alundra II trouxe um mundo quadrado e 3D, nada comparado ao bonitinho traço de Alundra em 2D. A idéia de tornar o jogo mais real, destruiu as chances de vida longa. Falando em traços 2D, alguém jogou The Legend of Mana?

Um dois mais bonitos jogos 2D que joguei (não vamos colocar OKAMI aqui certo?). Um RPG de ação baseado em ilhas que formavam as localidades. Segundo o manual e os fóruns, as mudanças eram interessantes quando se colocava o artefato em um local diferente do mapa. Poderia haver diferenças na história e nos bosses. Apesar dos personagens parecerem bonequinhos de porcelana (Né Luciano?), o jogo era bom, mas longe de ser um RPG. Tinha bastante locações, muitos golpes especiais, armas, pets e dava até para jogar de dois na mesma tela. Segundo os mais entendidos, The Secret of Mana era infinitamente melhor. Como o primeiro contato foi com este título, foi ele que me marcou. Desde este jogo fiquei com o pé atrás nos gráficos 3D. A nova versão dele em 3D mais tarde ajudou a minha teoria do caos. Quem jogou se lembra a naba que ficou. Foi a mesma sensação de quem curtia Metal Slug e derrepente se viu com uma versão 3D dele, uma droga. Uma exceção a tudo isto era Zelda Ocarina do Tempo. Um RPG/Adventure fantástico. Não há como classificar este jogo, mas seria uma hipocrisia dizer que ele não me impressionou. Ainda me lembro a quantidade de revistas que comprei para pegar as músicas para tocar. Um bando de fãs malucos começou a tirar músicas tradicionais na ocarina. Isto foi uma febre na época. Tanto adoro este jogo que o coloquei para rodar no meu celular. Majora`s Mask não me atraiu tanto, talvez por ser um tanto parecido ao primeiro título, não sei ao certo, mas não foi memorável quanto Ocarine of Time. Para quem se lembra, Link tinha casa e tudo e por mais tosco que fosse o gráfico perto de outros jogos de outros sistemas, Zelda tinha mais características vivas e fantásticas do que muitos JRPGs da época e até mesmo alguns que vieram depois. O estilo de Zelda Ocarine of Time foi tão ímpar que nem ele mesmo conseguiu se copiar depois, sendo assim, uma experiência única, mesmo se jogando nos dias atuais. Recomendo que ao menos joguem uma hora ou duas antes de criticá-lo como bobo e infantil. Não posso deixar de citar pelo menos o famoso Dragon Quest, não tão famoso por aqui, mas um RPG/Adventura mais “rechonchudo” com aquele ar de heroísmo anime, onde o principal é um piá. Quase todos os JRPG trazem protagonistas jovens e com grandes sonhos. Em alguns casos até superficiais demais em relação ao enredo (se lembram do Van em FFXII?).

Infelizmente não posso falar de Pokémon e Monster Rancher, pois, não os joguei e não faziam e não fazem o meu estilo de jogatina. Se algum especialista quiser deixar uma contribuição, sinta-se livre (quanto não nesta frase). Existe ainda uma classe de RPG chamada Tatic RPG. Quem não se lembra dos famosos FF Tatics, Tactics Ogre, Vandal Hearts e etc. Vistos com adoração por alguns e com desprezo por outros, este tipo de jogo era febre na época e apesar das histórias serem boas ou até excelentes, coisas como Suikoden ajudaram a enfraquecer a boa recepção do estilo. Para ajudar, jogos de PC do mesmo estilo eram incrivelmente melhores, fato que descadeirou os consoles. Neste quesito tenho que dar o braço a torcer, os pcs tiveram mais sorte, ou você nunca ouviu falar Warcraft e Age of Empires.

Já que estamos no rumo dos RPGs de ação, seria impossível não falar de Diablo. Mesmo de forma capenga, todos puderam ter a chance de experimentar este título. Capenga sim, pelo menos para quem jogou o do Psone (se lembra do modo bugado fly Luciano?). Na essência o mesmo jogo, que na minha simples opinião era bem fraquinho. Muito boa a história, mas uma mesmice que dava dó. Anos mais tarde seria lançado um jogo que o lembrasse com mais requinte. Estou falando de Torch Light, um diablo com cara de WOW. Apesar de divertido e graficamente mais bonito devido a sua época, ainda assim, apresentava a mesma mesmice do RPG de ação original.

Nesta transição letal de 2D para 3D quem sofreu pacas foi o memorável JRPG Breath of Fire. Assisti muitas brigas sobre este jogo, principalmente sobre o 3 que alguns defendiam com unhas e dentes. Realmente uma história muito interessante e uma jogabilidade muito cativante, melhor até que o do 4 que trouxe como polêmica algumas doses de violência nas cenas em anime que chegaram a ser editadas na versão americana. Posso dizer de carteirinha que Breath of Fire 3 está na lista dos mais memoráveis JRPG que joguei. Havia drama na história algo explorado por outros jogos de uma forma menos dedicada como em BOF3. Nunca fale deste jogo sem antes jogá-lo até o fim (se conseguir, algumas versões piratas davam pau na parte final, outras corrompiam o save). Me lembro que um amigo chegou a colar um na parede de tanta raiva (né Luciano?). O BOF do PS2 destruiu a franquia, trazendo um game futurista e sem a bravura e garra dos anteriores. Como disse antes, o game se tornou plástico ao extremo além de 3D (Nem me falem de Radiata Stories que apesar de ter um lance interessante que envolve horários, não me agradou).

Joguei aberrações chamadas Saga Frontier. O primeiro era um emaranhado de histórias, cada uma mais ”non sense” do que a outra e com finais caóticos. O segundo era algo completamente diferente, onde você era um nobre e acompanhava sua história ao longo da sua própria vida. Bem tosco também e sem nenhuma empolgação que te fizesse lembrar. Talvez apenas os fator caótico do primeiro ficou registrado em meu cérebro. Se acham que estou exagerando, joguem o primeiro e descubram que uma das histórias e sobre um tipo de Kamen Rider (WTF?). Entre os jogos com implicações mais cretinas devo citar Valkyrie Profile que um erro sequer fod.. o jogo todo. Este pérola da cretinice tem a fama se forçar os jogadores a cortarem os pulsos. Sinceramente não acabei o primeiro e enjoei do segundo. Apesar de ser bonito e diferente dos demais RPGS (não o considero um RPG) se tornou sacal (minha opinião) depois de alguns dias de jogo. Não posso negar que tem uma história bem legal e um roteiro digno de anime, mas para minha pessoa não rolou. Existem toneladas de teorias na web sobre a história e seu desfecho. Apesar de não gostar, fiquei feliz em ver que muitas pessoas curtiram e discutiram o jogo e não se ele era bonitinho ou não.

Também passou pelas minhas mãos um game chamado Infinite Undiscovery, um jogo que prometia, mas, não cumpriu. Personagens frios, como uma história fraquíssima (a idéia era boa, muito boa mesmo, mas conseguiram fazer uma lambança tão grande que escorreu), uma piração no fim da história e quests babacas. Claro que nem tudo era lixo, havia coisas interessantes como o pessoal ficar ao redor de uma fogueira conversando, você podia fazer itens e o menu aberto não interrompia o andamento do jogo. Poucas locações e um entrosamento fraco entre os personagens fizeram perder pontos. E sinceramente, um dos piores finais que já assisti. Quem jogou sabe do inferno que era aquela tal de chuva da lua (putz). Aquela coisa transformava teus parceiros em sombras com asinhas e ai era morte na certa. O pós ending era uma dimensão sem save de luta, luta e luta. Muito sacal.

Experimentei um dos Shining Force também e dentro dos moldes JRPG e é muito bom. Diverte e não incomoda. Jogatina certa com um bom conjunto de características. Vale a pena tentar. Um jogo que me segurou bastante apesar do final fraquíssimo foi o promissor Rogue Galaxy. Um jogo com broken world, onde você podia trocar de líder, havia mais de uma roupa, havia sistema de cooperação, sistema de estilo de ataque (semelhante ao de Star Ocean the Last Hope e Infinite Undiscovery), especiais variados (alguns copiados de Legend of  Dragoon e Final Fantasy), construção de itens e um pouco de drama pessoal. Havia também o sistema de hunting como o de Final Fantasy XII e viagens espaciais em um navio (ahan). Apesar de um gráfico maravilhoso e locações bem legais (apesar de bem lineares em alguns casos), trazia algumas quests meio sem sal e a tentativa de um relacionamento mais adulto dentro do jogo não ficou bom. Talvez os pegas e as piadas dentro da nave em Star Ocean the Last Hope fossem mais divertidos. Aliás, algumas características de Star Ocean foram copiadas (talvez) de Rogue Galaxy. Apesar de também ser bem plástico e linear vale a pena uma conferida.

A força do JRPG desta geração (Blue Dragon, Star Ocean the Last Hope, Infinite Undiscovery, Final Fantasy XIII e XIII-2) se renderam estupidamente a pérolas  ARPG que jamais esquecerei. No próximo post falerei da revolução mental chamada Fallout 3, Mass Effect e Dragon Age Origins. Quem sabe um pouco de GTA IV…

 

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