Um papo sem intenções a respeito de RPGs de console – Parte 6

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* Não é lista de TOP 10

* Não é crítica de jogos

* Apenas um papo sobre games de consoles

Muitas e muitas horas se passaram desde o último post. Após o fenomenal Skyrim que deixou um vácuo miserável (quase 300h de RPG na veia) e o final intrigante de Dragons Dogma o que fazer?

Este dois RPGs consumiram muito do meu tempo, admiração e alegria virtual nos últimos meses. De um lado um monstro sagrado do RPG “faça tudo meu filho” e do outro um RPG “mata todo mundo e escale qualquer coisa viva”. Sem eles um buraco virtual apareceu em minha vida. Ao todo mais de 400h em dois dos mais interessantes RPGs já jogados por este humilde servo de games do gênero, moldaram uma nova forma de ler, sentir e curtir RPGs de console. Onde encontrar a liberdade e a quantidade de opções de vida de Skyrim? Onde encontrar a viciante sina e luta de Dragons Dogma. A meu ver, por enquanto impossível. Desculpem-me os jogadores de MMORPG, principalmente os de WOW e de FF14. Desta forma, começo esta pequena e rápida conversa escrevendo um pouco sobre Tales of Xillia.

Mais um Tales, mais um JRPG, mais do mesmo com uma história fraca com um final deprimente. O jogo não é ruim, mas não empolga muito. Não vou negar que alguns aspectos até viciam um pouco, mas, é só. Personagens típicos, duros, plásticos que ganham alguma vida nas cenas hilárias das conversas entre eles. As cenas em quadrinhos tipo recorte salvam alguns momentos com um humor sem precedentes. Porém, morre nisto. O que agrada são os combates (muitos) e alguns chefes escondidos. Em grande parte do tempo você corre atrás de combates para liberar mais poderes, para vencer um inimigo mais forte para liberar caminho. As quests são bem tradicionais e não empolgam muito. Locais com climas bem variados, sem transição de dia e noite, eventos ativadores de eventos, quests que podem ser perdidas por eventos ativados, armaduras não mudam no visual, gráficos legais, músicas meio chatinhas e um final bem curto e sem muito a acrescentar. O game possui dois personagens (Uma suposta deusa espadachim e um aprendiz de médico lutador de kung fú) que lhe rendem jogatinas iguais com algumas partes diferentes e finais igualmente fracos. A história gira em torno de Milla uma suposta deusa que luta contra a força mortal que cria armas usando espíritos naturais, algo que está destruindo o mundo como se conhece. Alia-se a ela (ou Jude) um mordomo soldado foda, uma enfermeira kung fú, uma criança abandonada, e um mercenário. Os personagens se tornam interessantes graças aos diálogos (como já havia comentado), mas que na minha opinião não foi bem aproveitado em IN GAME, TIRANDO UM POUCO DO BRILHO DA COISA TODA).  O enredo é um pouco confuso, com alguns furos e conclusões sem impacto. Alguns personagens que poderiam se tornar memoráveis foram deixados de lado, outros viraram palhaços e deuses que perdem para máquinas mortais fecham a conta. Gastei cerca de 60h para virar e pegar quase tudo. Existem várias DLCs de roupinhas (algumas você ganha em jogo) que também não salvam a chatice. Os mercados podem ser evoluídos liberando melhores equipamentos, algo que também não é grande coisa (em Star Ocean The Last Hope você podia fazer novos equipamentos e em FFXIII evolui-los). Os poderes são destravados no estilo FFXIII, onde uma espécie de flor com nodos tem que ser liberada aos poucos formando pétalas. Ainda falta vencer o Cavaleiro de Ouro no Pós-Ending. Um portal para um mundo alternativo com cenários de todo o jogo com pets coloridos e com algum visual modificado dos originais do modo normal espalhados em linha e repetitivos em um corredor temporal ligado por portais. Você luta, luta e luta ou corre, corre e corre até o BOSS. Um boss foda que te faz andar pelo mundo alternativo umas 3 ou 4 vezes lutando e evoluindo para evitar um fiasco na luta final (sugiro nível 85 ou mais). Como bônus você destrava o poder das armas lendárias conquistadas matando as criaturas lendárias. A pergunta que fica é a seguinte: o que fazer com estas mega, power, hyper armas depois?

Para não descartar o jogo de vez (apagar do HD), evolui até o nível 83 e larguei um pouco de mão. Quando tiver coragem retomo, evoluo e acabo com o Cavaleiro Dourado (kkk, machão). Apesar de falarem bem deste game, ainda prefiro Tales of Phantasia e Destiny da série. Este Tales é exclusivo do Ps3.

Enquanto isto estou curtindo o JRPG Ni No Kuni. Visualmente falando é uma obra de arte. Game com visual concebido pelo Studio Ghibli, o mesmo de Chihiro, La Puta, Nausica do Vale dos Ventos. A beleza dos personagens e cenários te confundem ao ponto de achar que se conduz uma animação e não um game. O estilo de história é bem parecido com os dos filmes animados pelo estúdio em uma mistura de Final Fantasy infantil com Pokemon. Na história um menino chamado Oliver perde sua mãe e depois do ocorrido presencia seu bichinho de pelúcia se transformar em uma fada que o leva para o mundo encantado onde um grande mago negro está “tocando o terror em tudo”. Assim ele se torna um aprendiz de mago (feiticeiro, bruxo e etc). Ao longo da jornada ele vai aprendendo novas magias, encontrando aliados que lhe emprestam um navio e um dragão. O mapa é lindo com cenários diferenciados e climas bem distribuídos. O evento noite e dia ocorre na troca de cenários, como se neste mundo não houvesse rotação ou movimento do sol. Cavernas, florestas outonais, comunidades em meio ao frio extremo, vulcão, campos, colinas, montanhas, ilhas e outros tantos locais com qualidade gráfica de primeira enchem os olhos. O game não traz muito ação, pois é a história de um menino e seus amigos em busca da bruxa branca. De acordo com a história o mundo mágico e o nosso estão conectados através de pares de almas. Uma pessoa que existe na terra tem sua versão na terra mágica. Várias quests tem como objetivo recuperar o coração afetado pela aura negro do bruxo maligno. Assim, temos que vagar entre os locais procurando pessoas com sentimentos em excesso e pedir para que ele compartilhe com Oliver. O Personagem principal possui uma magia capaz de dar ou retirar estes fragmentos dos corações das pessoas. A energia é guardada em um receptáculo mágico que fica no pescoço do mesmo. Muitas vezes precisamos transitar entre os dois mundos para resolver o problema. Em algumas localidades os personagens trocam de roupa de acordo com o clima. Um navio e um dragão dão um toque especial a aventura mostrando toda a beleza e diversidade do mundo.

Para enfrentar os inimigos você pode utilizar os personagens principais ou os seus familiares (tipo pokemons) que você cria no início da aventura (a partir do seu próprio coração) e encontrados no mundo. Você os captura, alimenta, gera afinidade e gerencia suas evoluções (tipo Digimons). Existe um guia de quests conectado a uma central de caças e serviços, uma enciclopédia, bestiário, bolsa infinita de itens, misturador de ingredientes (um gênio com um calderão) onde se pode criar armaduras, armas e afins, além de um lindo e fantástico guia de mago. Este ultimo é uma novidade muito legal. Em forma de livro o guia de mago lhe traz guia de familiares, guia de magias, contos, armas e etc. Completamente em formato de livro antigo, você folheia como um livro de verdade. Também possui um capítulo dos locais do mundo e regras para se traduzir a escrita do mundo mágico. O livro é montado aos poucos conforme você avança na história, conhece pessoas ou realiza quests.

Talvez ele não agrade quem procura algo mais épico e medieval, porém para amantes de Tales, Dragons Quest, pokemons, digimons e Final Fantasy é uma aposta promissora. Ele soa infantil e dá os ares de um Legend of Mana de PSone no visual. Nas minhas 46h de game, Oliver já ganhou uma magia de invocação que traz para o campo de batalha alguns chefes vencidos com um de seus especiais, algo que lembra o estilo das Sumons de FFVII. As magias são usadas dentro e fora dos combates como por exemplo para tele transportar os grupo para fora de locais sinistros demais, criar pontes (okami?), derreter geleiras, derrubar objetos, mover objetos, flutuar, curar, ficar invisível, falar com espíritos, falar com animais, abrir baús e etc. Este game se parece um pouco com Blue Dragon, um JRPG imperdível onde você luta com sombras e não com os personagens (o anime é uma droga). Ni No Kuni é exclusivo do PS3 e vale uma conferida.

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